Praça do Entroncamento ou Correia de Araújo

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Inaugurada em 19 de outubro de 1925, no governo de Antônio de Góis, foi batizada como Praça Correia de Araújo. No entanto, por conservar a origem de interligar lugares, como as atuais Avenidas Conselheiro Rosa e Silva e Rui Barbosa, passou a ser mais conhecida como Praça do Entroncamento. De autoria do engenheiro Jorge Martins, o traçado consta de três passeios em meio a um bosque, que partem da bissetriz dos ângulos para uma fonte luminosa no centro. Apesar de ter sido reformada por Burle Marx, manteve a primitiva fonte, confeccionada pela Companhia Federal de Fundição, em ferro forjado, com sua elegante coluna decorada por uma estátua feminina e gárgulas deixando a água cair sobre uma grande bacia circular, ornamentada por garças.

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Inventário

 

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A Praça impõe monumentalidade com a escultura no centro do espelho d’água, caracterizando o trecho compositivo mais expressivo do seu conjunto. Os bosques predominantemente de mangueiras, sombreiam um parque infantil e áreas de estar, protegido por sinuoso gradil que redesenha neste trecho outras possibilidades de criação de espaços, também para o exterior da praça na relação com as ruas que lhe tangenciam.

Flora

A vegetação encontra-se mais densa nos limites da Praça, fato que contribui para um maior isolamento, proteção visual e sonora do intenso tráfego local. A massa vegetal da Praça do Entroncamento se caracteriza pela presença maciça do bosque de mangueiras que nos extremos da praça, definem a clareira onde se situa a fonte. Nesta clareira, reforçando o desenho da Praça que converge para a fonte, as palmeiras imperiais complementam o maciço predominante da vegetação.

Estrutura

Bancos de concreto; Postes de iluminação de ferro em cor neutra; Proteções de concreto que servem de banco; Bancos antigos decorados; Piso decorado no entorno da fonte; Placa de reinauguração; Escultura do artista plástico Francisco Brennand; Gradil do play-ground; Fonte decorada em ferro fundido; Mesas com bancos de concreto. Tornou-se ponto de referência e atração turística na época de Natal, com apresentações de dança e música, um concorrido espaço cultural, passando por reformas que lhes acrescentaram alguns elementos de proteção, um playground e algumas áreas de estar.

Localização

Localização: Definida pelas Avenidas Rui Barbosa e Conselheiro Rosa e Silva e pela rua Dr. Bandeira Filho, no Bairro das Graças, a oeste da cidade do Recife.

Área: 5.824,14m2

Intervenções: Jorge Martins (1924), Burle Marx (1936) e reformada segundo projeto do arquiteto Adolfo Jorge da Prefeitura do Recife (1990). A Praça do Entroncamento fica localizada no final da avenida Rui Barbosa, início da avenida Conselheiro Rosa e Silva, próximo ao Clube Português e avenida Agamenon Magalhães.

Entorno

A Praça do Entroncamento no recorte do Bairro das Graças, em seu desenho confirma a manutenção histórica de sua condição como antigo pátio de entroncamento de linhas de bonde, expressas hoje nas seis vias que convergem, ou tangenciam a Praça, caracterizando-a como espaço público de muito movimento. No Projeto de Burle Marx a fonte e espelho d’água da Praça do Entroncamento estão no centro da composição, as palmeiras contornam o espelho d’água, dando força à ideia de centralidade desta clareira. Ao fundo, a linha de vegetação assegura farta área sombreada.

No seu entorno situam-se os tradicionais Clube Português e o Colégio Vera Cruz, prédios de variados estilos arquitetônicos, e em alguns funcionam Órgãos Públicos, como a EMBRATEL e o TRE.

 

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