Praça de Casa Forte

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin

Situada em terras do engenho de propriedade da senhora Ana Paes, tida como uma mulher com pensamentos avançados para uma sociedade conservadora do século XVIII, o local foi palco de uma luta sangrenta, travada entre o exército pernambucano, sob as lideranças de João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Antonio Felipe Camarão, que derrotou os holandeses no dia 17 de agosto de 1645. Foi por conta dessa batalha que o local passou a ser conhecido como Casa Forte, nome que posteriormente foi ampliado para toda a propriedade e depois para o restante da povoação das redondezas. No ano de 1935 a Praça foi inaugurada com projeto de reforma de Roberto Burle Marx: Jardim da Casa Forte – primeiro jardim público de sua carreira no Recife – e além dos elementos paisagísticos, da vegetação, dos jardins e passeios, destaca-se a dimensão ecológico-ambiental com a inclusão de plantas da flora brasileira e típicas da Amazônia (jardim tombado, através do Decreto nº 29.537/2015, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Saiba mais…

Inventário

 

previous arrow
next arrow
Slider

Localizada em área plana, a Praça de Casa Forte tem relação direta com o traçado urbano onde se insere identificado em planta de 1932 e mantido com o projeto de 1935. A sua geometria se remete aos jardins italianos e franceses – simetria e valorização da água no centro dos jardins – e se desenvolve longitudinalmente, tendo a Igreja em um dos extremos, como ponto focal de fechamento. Esta característica a enquadra, segundo interpretação de Camilo Sitte, na definição de “praça de profundidade”. Popularmente a Vitória Régia também designa a Praça e uma tradicional festa realizada pela paróquia, com ampla participação da comunidade.

Flora

No primeiro jardim, concentra-se a flora americana, sobressaindo-se a exuberância tropical do pau-rei e a cassia-grande. No jardim central, que reproduz a flora amazônica, os paus-mulatos desenham colunatas no contorno do lago, e os blocos de açaí. Nos extremos desse jardim quadrado, os abricós-de-macaco demarcam este espaço como totens. No terceiro e último, próximo à igreja de Casa Forte, reproduz-se a flora exótica de outras regiões tropicais, sobressaindo-se os flamboyants, o felício e a rosedá.

Cercadas por passeios intercalados por uma vegetação no seu jardim principal, a praça ostenta uma rica variedade de plantas de várias espécies da flora nativa brasileira, que contorna a Avenida 17 de Agosto.

Estrutura

Postes de iluminação de ferro; Cerca de ferro dos canteiros; Bancos de madeira tipo veneziano; Calçadas com desenho em pedra portuguesa resultado de concurso público ganho pelo arquiteto Geraldo Santana; Passeios internos em terra batida.

Localização

Localização: Avenida Dezessete de Agosto, Bairro de Casa forte, oeste da cidade do Recife.

Área: 14.148m2

Intervenções: Roberto Burle Marx (1935). Projeto anterior elaborado provavelmente entre 1934 e 1935. Restaurada pela Prefeitura do Recife com projeto das arquitetas Maria Inês de Oliveira Mendonça (Prefeitura do Recife) e Ana Rita Sá Carneiro, e do botânico Joelmir Marques da Silva, ambos do Laboratório da Paisagem da UFPE (2014).

Entorno

A Praça de Casa Forte no Bairro de mesmo nome, comprovando a relação de seu traçado e composição com a malha urbana, como “praça de profundidade”, articula-se longitudinalmente à Rua Jerônimo de Albuquerque lateral à Igreja e transversalmente às Ruas Visconde de Ouro Preto e Dona Anunciada de Morais. No seu entorno estão a Igreja Matriz de Casa Forte; o Colégio da Sagrada Família e Capela; Casa Paroquial; Prédios antigos e modernos; Estabelecimentos comerciais: cafés, livrarias, lanchonetes, bares e restaurantes.

 

Todas as praças

 

Veja também

Praça Dezessete

A Praça Dezessete homenageia os heróis da Revolução Republicana de 1817. A origem de seu