Praça Chora Menino

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A Praça Chora Menino tem seu nome associado a um martírio ocorrido no local, em 1831, segundo versão popular. A área teria sido palco de um motim denominado de ‘a setembrizada’, no qual inúmeros militares morreram em função da deflagração de uma revolta contra os baixos salários da época. O choro dos filhos dos vitimados ecoou na área como um pranto que se inscreveu na memória do local. No início do século 20, passou a ser chamada de Praça do Paissandu, devido à rua que lhe é lindeira. Porém, o marcante fato, ainda vivo na memória popular, permaneceu e se mantém até os dias atuais. Em 1936, acontece a intervenção de Burle Marx o que implicou nas supressões do coreto e a escultura de bronze, atitude contestada na época pelo jornalista Mário Melo. Com esse projeto, foi acrescido um conjunto de árvores e canteiro na parte mais larga de sua área em formato de triângulo. Esse traçado foi alterado em 1980, implantando-se canteiros e bancos com encosto.

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O projeto de Burle Marx define uma cortina de árvores nos limites de sua área, propondo a criação de grande clareira, com canteiros de espécies arbustivas e herbáceas na área mais larga do triângulo e uma série de árvores enfileiradas, fazendo-lhe o contorno. Esse princípio é o mesmo adotado em outras praças que projetou e estes bancos intercalados contribuem para reforçar a ideia de “ilha” ou paraíso delimitado por vegetação e áreas de estar. A massa vegetal ao redor é expressiva, proporcionando um ambiente interior protegido, sombreado e acolhedor o que faz com que seja frequentemente utilizada por moradores e trabalhadores do comércio local.

Flora

De acordo com o levantamento florístico, realizado em 2011 pelo Laboratório da Paisagem da UFPE, foram inventariados 22 espécies, das quais destacam-se a chuva-de-ouro, a palmeira-imperial, o dendezeiro e o filodendro. As outras espécies do estrato arbóreo identificadas pelo inventário como mais expressivas são a mangueira, o coração-de-negro, a azeitona, o baobá e o jambeiro, além de diversas espécies arbustivas.

Estrutura

Postes de iluminação de ferro; Bancos de madeira tipo veneziano; Obras de arte: escultura de uma mulher com criança nos braços em alusão à história da praça.

Localização

Localização: situa-se entre as ruas do Paissandu e Dona Benvinda, no Bairro da Boa Vista.

Área: 2.674,39 m²

Intervenções: Reformada por Roberto Burle Marx (1936); reformada pela arquiteta da Prefeitura do Recife Brena Lúcia de Aguiar Remígio (1994).

 

Entorno

A Praça Chora Menino se insere no tecido urbano, onde duas ruas de grande tráfego se cruzam no sentido sudeste-nordeste. A morfologia desta área revela o tecido construído deste recorte histórico da cidade, quando para os pequenos e irregulares lotes, o largo significava os jardins das residências. Nos dias de hoje, estando próxima a muitas instituições públicas e privadas e movimentado comércio local, é bastante utilizada principalmente nos intervalos de turnos de trabalho, por ser um ambiente acolhedor próprio para o descanso e a contemplação. No projeto de Burle Marx para a Praça Chora Menino, a cortina de vegetação na borda e clareiras no centro definem áreas de estar resguardadas. Na base mais larga do triângulo, previu um canteiro com vegetação arbustiva e herbácea, onde hoje foi colocada uma escultura de uma mãe com uma criança nos braços, fazendo referência histórica ao “chora menino”.

 

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