Largo do Forte das 5 Pontas ou Praça Vidal de Negreiros

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O Largo das Cinco Pontas remonta à história dos holandeses no Recife, quando as cacimbas ali existentes abasteceram as tropas flamengas, o que favoreceu a construção da Fortaleza das Cacimbas, depois denominada Forte Frederico Henrique, em homenagem ao príncipe de Orange, Frederik Hendrik. Posteriormente, dada à sua forma de pentágono, cercada por um fosso d’água e uma ponte levadiça na entrada, passou a ser conhecido como Fortaleza das Cinco Pontas. Com a expulsão holandesa, ficou em ruínas, sendo reconstruída por João Fernandes Vieira em 1684, recebendo o nome de Forte de São Tiago das Cinco Pontas, mesmo com apenas quatro baluartes. Entre os anos 1936 e 1937, foi objeto de estudo paisagístico elaborado por Roberto Burle Marx, que propôs o plantio de vegetação nativa, buscando integração com o Forte. Em 1982 o Forte foi restaurado e passou a abrigar o Museu da Cidade do Recife.

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O jardim do Largo das Cinco Pontas é composto por cinco partes que acompanham o traçado das vias lindeiras e a borda do fosso de entrada do Forte, sendo as árvores o elemento de ligação que integra o conjunto compositivo. A maior das partes, de forma triangular, é dotada de um canteiro com vegetação florida e árvores nas bordas. Nesse jardim, Burle Marx se utiliza dos mesmos princípios aplicados na Praça Artur Oscar, propondo um conjunto de árvores enfileiradas que emolduram o canteiro central, abrigando no centro, espécies arbustivas e herbáceas.
Flora

A vegetação especificada por Roberto Burle Marx contemplou 20 espécies resistentes à salinidade do ar, das quais grande parte se assemelha à proposta para as praças Artur Oscar e Dezessete. Espécies como mangueira, oiti, fruta-pão e fícus-beijamina, dada a sua localização desarticulada com o desenho do projeto, supõe-se que já se encontravam no local e que foi incorporada ao projeto. Com base no levantamento florístico de 2011 constata-se que a única espécie remanescente é o fícus-beijamina e que foram introduzidas sete espécies que não fazem parte do projeto original.

Estrutura

Bancos de madeira tipo veneziano; Postes de iluminação de ferro; Escultura do artista Abelardo da Hora homenageando o maracatu; Monumento com busto do frade carmelita Frei Joaquim do Amor Divino Caneca; Calçadas em cimento com tijoleira, com trechos em cerâmica Brennand.

Localização

Localização: Rua Vidal de Negreiros, em frente ao Forte das Cinco Pontas, no Bairro de São José.

Área: 764,58m²m²

Intervenções: Projetada por Roberto Burle Marx (entre 1936 e 1937). Burle Marx propõe para o Largo do Forte das Cinco Pontas um conjunto de jardins contornando o Forte, como uma proteção verde, além do antigo fosso, reforçada por uma linha de vegetação arbórea.

Entorno

O Forte das Cinco Pontas é tangenciado pela Avenida Sul que faz a conexão entre o bairro de Boa Viagem e o de São José e é enlaçado pela subida do viaduto das Cinco Pontas em direção à Boa Viagem. Este complexo de vias rompe com a relação outrora existente desta fortaleza com as águas da Bacia do Pina, amenizada pelo conjunto de jardins que compõe o Largo das Cinco Pontas.

Igreja e Pátio de Nossa Senhora do Terço. Igrejinha pequena, mas de grande valor histórico-cultural e arquitetônico. Em seu pátio ocorre, na segunda-feira de carnaval, a Noite dos Tambores Silenciosos, cerimônia religiosa dos Maracatus Nação para celebração dos seus ancestrais, excelente manifestação cultural e religiosa do candomblé. Igreja Matriz de São José, sito a Rua Vidal de Negreiros, é uma construção do século XIX. Na fachada, em mosaicos azul e branco, obra de autoria de Francisco Brennand.

 

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